APRESENTAÇÃO
“A TERRA DE QUE A GENTE GOSTA” é expressão que nos agrada. É sentida e é profunda, e é adotada como a ideia força de “TomarOpinião”.
Pretendemos oferecer críticas construtivas e diversificadas sobre os valores, as coisas e as atualidades da nossa terra, e não só. Pretendemos criar um elemento despertador de consciências e de iniciativas de cidadania, e constituir uma referência na abordagem descomprometida desses valores, dessas coisas e dessas atualidades.
Queremos, portanto, estimular o debate, de temas e de ideias, porque acreditamos que dele podem resultar dinâmicas de cidadania, que alicercem mudanças que por certo todos aspiramos.
“TomarOpinião” será um blogue de artigos de opinião e um espaço de expressão livre e responsável, diversificada e ampla.
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tomaropiniao@gmail.com
domingo, 16 de outubro de 2016
CAMPOS DE FÉRIAS / A MINHA CASA É A TUA CASA
sábado, 24 de setembro de 2016
MATA DOS SETE MONTES: A FLORESTA DAS LENDAS
sábado, 10 de setembro de 2016
FATIAS DE TOMAR: PATRIMÓNIO PARA QUEM?
segunda-feira, 18 de julho de 2016
ALÉM-FRONTEIRAS / AQUÉM-FRONTEIRAS
Tive que intervalar largas semanas, que o tempo, ao contrário do que pensamos, não dá para tudo. Até porque a gente, com a velocidade dos dias não dá pelo passar da vida…
Frenesim era em Tomar, nos dias seguintes ao 25 de Abril: a sofreguidão por notícias era tanta que as pessoas iam à estação dos comboios esperar os jornais. Os revendedores que ali iam buscá-los, aí logo os vendiam! Improvisavam a banca naquele balcão largo e baixo que separava a área dos passageiros da área de despachos e preparação de carga. Largavam os maços atados, desatavam-nos à navalhada e tinham que ter cuidado com algum cliente mais impaciente que se apressasse a pegar no jornal e se esquecesse de pagar.
domingo, 17 de julho de 2016
O "CRIME" DA CHINFRINEIRA
Há crimes globais, assassinatos. Há dias a esta parte os noticiários televisivos não falam de outra coisa. Até já declinaram as feéricas festas relativas à vitória da selecção nacional.
Há “crimes” nacionais, sejam políticos, sejam financeiros. Seja a situação das instituições bancárias, seja o “festival da sanção europeia ”. Pois, estas questões não cabem numa simples e ligeira crónica. Mais ainda por causa do calor.
Há “crimes” regionais e locais. Exemplo de “crime” regional, quem conhece a situação do caos na urgência do Hospital de Abrantes deve qualificar de atentado à saúde dos cidadãos enfiarem naquela confusão mais uma urgência do serviço de cardiologia. Este será um “crime” pouco saudável para quantos necessitem de recorrer à urgência do Hospital de Abrantes, onde o comum do cidadão acaba por cair, penando tormentas.
“Crime” local de lesa turismo. Tanto quanto foi tornado público, face às reclamações, em especial da gerência do Hotel dos Templários, porque no ano passado a prolongada chinfrineira da festa da cerveja terá atingido foros de fazer perder a paciência a um surdo, o executivo assumiu que este ano o arraial se realizava no mercado municipal, evitando assim molestar os clientes do hotel. Imagine-se quantos decidam vir passar um fim-de-semana a Tomar, no hotel junto ao rio, paisagem idílica (assim seria se fosse) jardins floridos (escrevemos floridos embora soe a vernáculo semelhante). Pois, imagine-se os turistas confrontos com um arraial à cabeceira, tortuosa marca de receber os visitantes. Tanto quanto nos apercebemos, não foi tornada pública a razão do executivo ter retrocedido na intenção assumida, mas deduzimos que os organizadores da festa se tenham recusado a realizar o evento no espaço do mercado. Daí o executivo tenha optado pela solução “Haja festa. Se lixem os turistas. O povinho quer é festas e mais festinhas”. Em nossa modesta opinião, o local certo da realização da festa seria na Praça da República, durante toda a semana, dia e noite, ficando assim o executivo a saber quanto custa gramar o frete.
“Crime” de confundir o género humano com o Manuel Germano será a proposta da câmara ao ministro da Cultura no sentido de se engendrar uma gestão partilhada no caso do Convento de Cristo. Ou seja, um executivo que não consegue sequer resolver questões bem mais simples como seja a limpeza da cidade e do concelho, entende-se capaz de co-gerir o Convento de Cristo. Salvo se a proposta do executivo for no sentido do Ministério assegurar as despesas correntes e os investimentos cabendo à câmara municipal arrecadar as receitas das entradas. Assim vai fazer o executivo na caça à verba ao propor taxar o estacionamento em quase toda a cidade, pelo informado sem atender sequer a uma prática comum de permitir estacionamento aos moradores.
Em termo de receitas à má fila, propomos, por exemplo, a câmara iniciar a cobrança de bilhete de acesso a quem recorrer aos seus serviço, a quem quiser ir ao mercado municipal, a quem quiser entrar nos cemitérios, incluindo os que vão no caixão.
Mais havendo para dizer, fica a sugestão de que os órgãos de comunicação, blogues e quejandos abram uma secção com o título “Crimes urbanos, mazelas rurais”.
Que não lhes doa o teclado.
Outra sugestão, que a câmara promova, em Agosto, a grande festa dos tomates, coisa que por cá em termos autárquicos vai faltando cada vez mais.
Já agora, muita intenção dita popular pode induzir determinado tipo de cheirinho a prevaricação. Caso deste respigo de notícia - "O pátio das cantigas" e "O leão da Estrela" somaram mais de 805 mil espectadores e cerca de quatro milhões de euros. Exemplo de como o mau gosto pode ser compensado, assim dizem os críticos, os maus da fita.
Há sempre também uns maus da festa, ditos politicamente incorrectos, a lamentarem-se das inquinadas repercussões.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
FRENESINS
Em pleno seculo XXI, vivemos uma autêntica “enxurrada” de informações, que nos permite dizer que a notícia que aconteceu há 5 minutos, já é passado. Atualmente, a nossa vivência é de facto um frenesim. Vivemos tempos onde a superficialidade e a constante informação, torna o mundo mais leviano e lhe confere constante mutação. É um autêntico frenesim!
O frenesim do desporto. A intensidade, a frenética que vemos e vivemos no futebol, torna este desporto um centro nevrálgico de uma constante e consequente informação. Tomemos como o exemplo, o caso da seleção nacional. Ao ligarmos o televisor, os constantes diretos, de treinos, de passeios dos jogadores, de microfones a irem parar ao rio, o esmiuçar de posturas, de comportamentos, de afirmações, tudo é escrutinado.
No consumo. Basta entrar num centro comercial, e deparamos com o frenesim de gente. O “circo” está montado! As autênticas campanhas de consumo montadas pelas marcas têm como objetivo submergir as pessoas, induzir o comprar só por comprar, num frenesim por vezes diabólico. Outros exemplos, nos hipermercados, as promoções, os descontos em cartão, no combustível, no pague 2 e leve 3, tudo torna a política de consumo frenética.
Nas nossas vidas. Hoje em dia, é com alguma certa ironia, que vejo algumas pessoas a chamarem-se “irmãos” e “irmãs”, com uma facilidade incrível, sendo apenas pessoas amigas. É um sinal dos nossos tempos, uma espécie de moda, que é mais utilizada pelos mais novos, mas que gente mais crescida - também gosta de exibir. Não condeno, de todo. Apenas acho que uma palavra que tem tanta profundidade - não deve ser misturada com amizade. Podem acusar-me de retrógrado, mas misturar este tipo de coisas não é coisa que deva ser feito. Tenho grandes amigos, a quem poderia chamar de “irmãos” mas prefiro que eles continuem a ser grandes amigos e presentes na minha vida, do que “irmãos”. A frenética deste juízo que faço, está na constante mutação de amizade, de relacionamento entre as pessoas sejam pessoal ou até mesmo profissional, mas que de um momento para o outro desaba. A frenética de sentimentos seja de que maneira for é por vezes tão pequena, que ao mínimo tremor, tudo desaba. Deixam de ser “irmãos”, para se zangarem como “comadres”.
E como não podia deixar ser, um campo onde a frenética tem sido total, a política. O espelho do que é um político frenético: o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. É um autêntico frenesim a sua agenda política. De facto, tenho de deixar uma nota positiva ao seu trabalho inicial, digno de um verdadeiro chefe de estado. A sua postura tem sido muito interventiva, talvez um pouco de moderação não seria mau é verdade, mas a postura verdadeiramente institucional - de representante máximo do Estado é salutar.
O Governo Português é outro tipo de frenesim, mas diferente da postura da Presidência da República. Com uma certa “arte geringonça”, o nosso primeiro-ministro vai ultrapassando obstáculos e sobrevivendo. A sobrevivência passa pela satisfação de necessidades que a esquerda gostaria de realizar. Com apresentação de algumas propostas que apenas são como “boias de salvação” deste governo. Resta esperar as consequências de algumas medidas tão rapidamente aprovadas, não arriscamos a ter novamente uma frenética de eleições legislativas.
No poder local o frenesim é muito baixo, quase nulo, apresentando esporadicamente alguns picos frenéticos. No entanto, Tomar vive um frenesim negativo. O frenesim político negativo, que torna a nossa terra numa terra sem solução à vista. O concelho de Tomar podia ser um autêntico frenesim positivo, e com um progresso fantástico. Ao invés, a pseudo-frenética que nestes últimos 3 anos se viveu em Tomar, traz uma perspetiva pouca animadora. Contudo, esperemos que o frenesim político tomarense, se torne diferente e com uma perspetiva política frenética…positiva e bem preparada.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
FRENESIM?
segunda-feira, 20 de junho de 2016
A VIDA É AGORA UM FRENESIM
A vida é agora um frenesim, o tempo em que os dias, os meses e os anos demoravam a passar já foi, é agora coisa do passado.
O tempo em que nós esperávamos por determinadas horas do dia, fosse da chegado dos jornais da manhã ou da tarde a Tomar, vindos de Lisboa no comboio, para sabermos o que se passava em Portugal e no mundo, fosse pelo noticiário da noite na RTP é coisa do século passado.
Hoje é um frenesim de informação ao minuto, nem temos tempo de digerir uma informação logo temos outra e outra, seja de um tiroteio no EUA, seja na UE, seja de uma bomba na África ou na Ásia.
Tanta informação nos é dada, que dou por mim a interrogar-me, se agora temos mais ou menos informação, querendo com isto dizer que se toda esta quantidade não esconde e até desvaloriza aquela que terá mais interesse, sobre o país e sobre a nossa comunidade mais próxima, o concelho a nossa região.
Julgo eu, que a quantidade nos retira tempo para a coisa local e a necessária reflexão do local, nisso englobo na culpa o frenesim em que atualmente vivemos.
Frenesim que nos leva nos momentos sem nada que fazer (poucos e escassos), a deixar de ver e acompanhar os eventos locais e até regionais.
Que nos leva para a interrogação, se agora quando temos mais e melhor oferta informação, se isso corresponde a maior e melhor qualidade de vida. No meu entender não, e ainda por cima estamos sujeitos a uma grande manipulação da informação, pois os média, por isto ou aquilo, fazem em muitos casos trabalho de manipulação politica e de massas, com intenção de manter a malta desperta a umas coisas, desconhecedora de outras, ou mesmo desinteressada de outras.
Assim também a muita atenção à informação que não diariamente, tem como consequência ausência de tempo para a análise, troca de pontos de vista e aferição das primeiras ideias, retiradas da informação que nos dão.
Como consequência do frenesim e pressão que agora vivemos, também foi diminuído o tempo de convívio para a conversa que noutros tempos era possível e nos permitiam ter sobre as coisas uma outra ideia e atitude, valorizando também muitas coisas que hoje desprezamos, que permitiam ter ideias próprias ao contrário das ideias feitas e formatadas das agências de informação, que agora se ocupam de fazer opinião e de conter as populações na “ordem”.
Claro que tal como o frenesim que afeta muitos, sem disso se darem conta, tudo o resto de que falei será igual, pois felizmente ou infelizmente muita gente em nada é por estas coisas afetada, pois julgando e mesmo pensando que o mundo começa e acaba neles próprios, vivem na felicidade de quem não precisa dos outros ou não é afetado pelo comportamento dos outros. E será assim?
domingo, 29 de maio de 2016
QUESTIONÁRIO: QUE TIPO DE CONDUTOR(A) TOMARENSE É VOCÊ?
Q- Habita e trabalha em Tomar. Pela manhã desloca-se de casa para o trabalho:
1 - A pé. Acorda mais cedo, faz exercício, leva os miúdos à escola e faz as compras com calma ou numa ocasião posterior.
2 - De carro. Indo a pé não teria tempo de beber um café e falar com os amigos. Além disso tem os filhos para deixar na escola, compras para fazer à hora de almoço ou logo após o trabalho.
Q- Quando circula de automóvel na cidade e precisa de ir, por exemplo, ao banco, ao café ou à padaria estaciona:
1- Num local de estacionamento apropriado onde não atrapalha o trânsito automóvel nem a segurança dos peões.
2- Na rua, em segunda fila, com o veículo fechado à chave, sem sequer ligar os quatro piscas. Não tem problemas em estacionar junto às passadeiras, pois enquanto sai do seu carro e abre a porta, como se fosse uma estrela de Hollywood, os outros condutores abrandam sempre.
Q- Quando usa uma zona de parquímetros, estaciona num lugar vago e seguidamente:
1- Desloca-se ao parquímetro e paga o suficiente para o tempo que calcula necessário. Volta ao carro, deixa o talão comprovativo e vai à sua vida.
2- Não mete moeda no parquímetro. É só um bocadinho. Ninguém vai notar. No tablier do carro está um talão da semana passada que passa bem por válido.
3- Evita os lugares disponíveis, fica na berma ou atrás dos veículos estacionados no parque taxado e liga os quatro piscas. O seu estacionamento é uma emergência que, naturalmente se sobrepõe à vida de todos os otários que usam parquímetros.
Q- É cliente de um estabelecimento da Av. Cândido Madureira. Quando ali vai às compras, estaciona:
1- Num local de estacionamento apropriado onde não atrapalha o trânsito nem a circulação dos peões, normalmente na Várzea Grande ou numa artéria adjacente.
2- Num dos locais de estacionamento reservados à PSP, a deficientes ou a cargas e descargas. São lugares mágicos e toda a gente sabe que Tomar é uma cidade mística.
3- Em segunda fila, apesar de, na faixa de trânsito contrária, já se encontrar outro veículo estacionado em segunda fila. Você sabe que nesta rua a polícia não atua assiduamente e ainda se lembra de que antigamente esta rua era tão larga que até tinha um passeio ao meio.
Q- Na Alameda Um de Março, perde a oportunidade de estacionar num lugar vago, ocupado nesse mesmo momento pelo veículo de alguém que entra de seguida numa loja. O que faz:
1- Procura outro lugar de estacionamento vago, nem que esteja bastante longe.
2- Buzina violentamente, pois considera que aquele lugar era seu.
3- Estaciona na faixa de rodagem, “trancando” o veículo que estacionou há poucos segundos, pois tem a certeza absoluta que aquele condutor irá demorar mais tempo que você.
Q- Quando vai, de carro, levar ou buscar os seus filhos à escola, estaciona:
1- Num local disponível, mesmo afastado do edifício da escola. É bom andar a pé e o caminho de regresso ao carro constitui sempre uma oportunidade de encontrar e falar com outros pais ou colegas dos seus filhos.
2- A menos de 20 metros da porta da escola, em cima de um passeio, num lugar reservado a deficientes, em segunda ou terceira fila, etc. A segurança dos seus filhos é fundamental e nada irá opor-se à tranquilidade de receber as suas crianças sob um coro de buzinadelas.
RESULTADOS (soma dos números das suas respostas)
6 a 8 - Parabéns!
A sua atuação é considerada civilizada e socialmente relevante. A sua saúde agradece e os seus filhos gostam de caminhar consigo por Tomar.
9 a 11 - Tenha paciência!
Você é uma vítima da anedótica gestão rodoviária de Tomar. Que começa em coisas tão simples como os horários de operação das máquinas dos serviços urbanos nas ruas da cidade, passando pelo incompreensível tardar do programa de parquímetros, pelo anedótico estado geral dos pisos rodoviários até à constatável desistência, por parte da polícia, em punir imediata e assiduamente os condutores sem consciência cívica.
12 a 15 - Lamento!
Você vive na ilusão de que Tomar é uma aldeia do faroeste. O que você deseja é, exatamente, atar os arreios da besta do seu carro à porta de um saloon, para nele entrar aos tiros.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
CENTRO HISTÓRICO DE TOMAR SEM TRÂNSITO? SIM OU NÃO?
Para ir direito ao assunto, o que eu acho é que não devia ser permitido o trânsito de carros no Centro Histórico de Tomar, a exemplo do que acontece na Corredoura.
Tenho consciência que este assunto não é consensual, ainda hoje muita gente acha que foi uma má opção fechar a Corredoura ao trânsito, mas compare-se a rua Infantaria 15 com a rua Silva Magalhães, vai uma para a esquerda e vai outra para a direita no topo da Corredoura (porque raio lhe chamaram Serpa Pinto é que eu gostava de saber…).
Ambas tinham trânsito, até que a rua Silva Magalhães levou empedrado novo, ao tempo da Câmara Paiva, que foi também, por sinal, quem fechou a Corredoura ao trânsito. As esplanadas florescendo, as casas comerciais abrindo e a rua ganhou gente que passa devagar, como que a passear. A rua Infantaria 15 continua com o trânsito a passar, os minusculos passeios obrigam os carros a fazerem gincanas quando se cruzam com os peões e a fazer manobras dificeis quando entram pelas ruas perpendiculares, há várias casas comerciais, e das grandes, fechadas e as pessoas passam com pressa de sair da rua.
Bom mas opiniões são opiniões e cada qual tem direito à sua e aquilo que me levou a falar sobre o assunto foi a lembrança de uma iniciativa com uma certa piada que foi promovida quando eu fui presidente da Nabantina: o “Tribunal da Nabantina”. O conceito era simples: identificava-se um assunto polémico, arranjavam-se “advogados” que defendessem cada um dos pontos de vista, convidavam-se pessoas para fazerem de “júri” e dava-se o papel de “juiz” a uma figura de “peso”.
Na primeira (e única) vez que o “Tribunal” nabantino se reuniu, pelo início dos anos 90, o “juiz” foi Manuel Machado, advogado muito conhecido em Tomar a que se juntava o seu gosto pelo teatro (que não foi dispiciendo numa iniciativa do género) e o assunto em discussão era “Fechar a Corredoura ao trânsito: Sim ou Não?”
O resultado foi um empate. Coisa que veio a ser levada a peito pela Câmara da altura: empatou o fecho da Corredoura até ao fim do mandato.
Mas uma dúvida persistiu no meu espírito: se o Sim ganhasse, teria a iniciativa civil conseguido apressar o fecho da Corredoura?
E se se organizasse outro “Tribunal Nabantino” para deliberar sobre “Fechar o Centro Histórico de Tomar ao trânsito: Sim ou Não?”
terça-feira, 19 de abril de 2016
ESPARTILHAR NA ÁGUA
sábado, 16 de abril de 2016
A FABULOSA FAUNA AQUÁTICA DE TOMAR
domingo, 10 de abril de 2016
TOMAR É O QUE?
A cidade já teve várias qualificações, que foram criadas para servir de mote a varias governações. Foram tentativas certamente bem-intencionadas de criar uma “marca”, que pudesse cunhar um desígnio para Tomar e imprimir um rumo ao desenvolvimento da cidade.
Recordamo-nos de 2 dessas marcas: Cidade Jardim e Cidade Templária. Que é feito delas?
A Cidade Jardim, apreciada à luz do presente, foi iniciativa falhada e infrutífera.
É que de jardins, estamos falados. Já houve, não há. Tivemos jardins-montra, jardins-lazer, jardins-convívio. Jardins de orgulho. Organizados, embelezados com flores, com arruamentos, ordenados e limpos. E havia jardineiros.
Hoje, há espaços desordenados-descuidados-degradados. O Mouchão, até tem uma picada por arruamento central. Espaços com erva onde já houve relva, restos de relva onde já houve flores, ferros onde já houve bancos, algazarras onde já houve musica, tendas onde já houve sombras, degradação onde já houve orgulho e harmonia. A Mata dos Sete Montes, um susto de degradação, por todo o lado. Uma ala central desprezada, arruamentos abandonados, floresta descuidada. Uma desilusão de desaproveitamento e de abandono. O jardim da Várzea Pequena, sobrevive parcialmente, apesar de anémico. O da Praceta Raul Lopes, para fazer de conta. E outros…que mostram o falhanço do mote e a quase falência dos serviços municipais de parques e jardins. No presente, a originalidade é termos a tentativa de transferir os jardins para os passeios…
E a Cidade Templária, existe ou falhou também?
Desde logo, pouco se dá a conhecer, para alem de cruzes da Ordem de Cristo em bom tempo implantadas nalgumas calçadas, e de bandeiras hasteadas em tempo de qualquer festa. E do uso desordenado da “marca” e da cruz, aqui, ali e acolá, desde a pastelaria à agencia de viagens. Também temos uma festa-cortejo com arraiais e farturas à mistura, e benzedura do Vigário, e algumas Associações de extração recente, que reúnem publicas virtudes e vícios privados.
Um acervo monumental que vale por si, um legado histórico e cultural que adormece, uma implantação no território que está desaproveitada. Falta o Conceito, falta a Visão, falta a Competência.
Entretanto, estava esta Opinião em gesta, o Carlos Carvalheiro, (re)lança, ousado como é hábito, a Cidade Cultura. Desde logo, descanso porque esqueceu a sua original visão da Cidade jardim…
Ora bem, avança uma proposta (com 10 anos de idade…) que não é ousada, mas parece, que é muito sensata e que tem visão. Não é ousada apenas porque é natural. Na realidade, Tomar tem muitos elementos, específicos, que podem compor uma identidade completa e abrangente que tenha fundamento na Cultura. E que podem dar alma uma visão de desenvolvimento. Tomar desde sempre teve Cultura, desde os tempos da fundação do Castelo, da Charola e do Convento. E que Cultura! Boa ideia, esta, Cidade Cultural. Cultura abrangente, cultura criativa, cultura visionária. Realidade e Desejo, diz ele, o Carlos C. Realidade que aspira por competência, digo eu. Utopia, seja. Aspiração, é.
Entretanto também, já surgiu uma quarta marca! E que confusão reina. Mesmo ao terminar deste apontamento, fomos surpreendidos com a criação ad hoc de mais uma marca para Tomar, a da “Feira da Laranja”. Esta, criada pela Senhora Diretora do Convento de Cristo, que afirmou, segundo consta da imprensa, que “este evento já é uma marca da cidade de Tomar…”. Está bonito…se a malta do vinho e do azeite se lembra…
Certo é que a cidade anda como um barco à deriva. Não está preparada para enfrentar ventos e tempestades, como bem se tem visto. O leme está desgovernado porque não tem rumo definido. Será esse o primeiro passo a dar para parar a deriva. Dar rumo. E desde logo, preparar a rota, renovar a frota, e organizar a equipagem.