APRESENTAÇÃO
“A TERRA DE QUE A GENTE GOSTA” é expressão que nos agrada. É sentida e é profunda, e é adotada como a ideia força de “TomarOpinião”.
Pretendemos oferecer críticas construtivas e diversificadas sobre os valores, as coisas e as atualidades da nossa terra, e não só. Pretendemos criar um elemento despertador de consciências e de iniciativas de cidadania, e constituir uma referência na abordagem descomprometida desses valores, dessas coisas e dessas atualidades.
Queremos, portanto, estimular o debate, de temas e de ideias, porque acreditamos que dele podem resultar dinâmicas de cidadania, que alicercem mudanças que por certo todos aspiramos.
“TomarOpinião” será um blogue de artigos de opinião e um espaço de expressão livre e responsável, diversificada e ampla.
Etiquetas
tomaropiniao@gmail.com
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
CIDADE JARDIM
Muito boa opinião se ouve sobre a beleza dos jardins de Tomar de antanho, praticamente todos ajardinados pelo então presidente da Câmara capitão Oliveira, que veio mais tarde a ser conhecido por general, e a quem se deve o epíteto de “Tomar - Cidade Jardim” (e que o meu amigo Manuel Tereso, quando o conheci numa boleia que ele me deu, denegria dizendo que ele tratava Tomar como se fosse a Quinta dele).
Não me parece que haja desmérito em tratar bem as coisas as coisas públicas. Nem em tratar com cuidado os nossos jardins. Mas os belos jardins que temos na memória e que tantos elogios nos mereciam, foram idealizados para uma cidade pequena, com cerca de 20 mil habitantes, numa altura em que o turismo era incipente.
O mundo mudou.
Hoje o turismo movimenta, para Tomar, muita gente. E com tendência para aumentar. Por isso, o conceito de “jardim” precisaria de ser ampliado, também em área. Se quisermos falar em “jardins”, já não nos podemos limitar ao da Várzea Pequena ou ao do antigo Mouchão. Temos de pensar em espaços verdes, para a esquerda e para a direita, do Açude de Pedra a S. Lourenço.
Com uma frente de rio destas, qualquer turista nos voltaria a reconhecer o epíteto de Cidade Jardim.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
JARDINS POLÍTICOS
António Pedro Costa
sábado, 12 de novembro de 2016
AgroALL, RepúblicAALS & ETC
Carlos Carvalheiro
entre setembro soalheiro e novembro tardio de 2016
Tinha eu um artigo do blog do mês de setembro em atraso, sobre “Património”, tinha pensado em escrever sobre o Agroal, a principal nascente do Nabão que esteve quase a ser canalizada nos anos 60 para abastecer Ourém, quando recebo a sugestão para o mês de outubro, “República” e, porque os bloguistas do Tomar Opinião têm o hábito de responder a todos, recebo no meu mail a resposta do António Lourenço dos Santos à sugestão com: “Por mim, viva a REPUBLICAALS”
E pensei eu: Querem ver que aquele gajo, para dizer bem de “todas as repúblicas” teve a mesma ideia que eu de roubar a graça que o Turismo do Algarve fez ao chamar-lhe ALLgarve e passarmos a dizer, em vez de Agroal, AgroALL?
Mas afinal não. Abri o mail e o que lá estava no fim do “viva a República” era “ALS”, as iniciais do dito.
Fiquei mais descansado por que afinal a minha “graça” sobre o Agroal permanecia, sempre podia dizer bem do dito, eu acho que a gente não dá valor ao que tem aqui na nossa região, umas termas tão boas na principal nascente do rio Nabão, a uns 14 km da cidade, na raia com Ourém, fazemos de conta que aquilo fica longe, esquecemo-nos, não ligamos, desmerecemos, etc… e sem esquecer que até vendem por lá pasteis de chícharo, aquela parece que leguminosa que dá o nome a um festival em Alvaiázere, cuja corruptela poderia ser AlvaiAZAR, mas não ficava lá muito bem. Tal como o EntroncaMENTE, embora aquilo da circulação do trânsito o faça com todos os dentes que tem na boca. No Porto, como são uns “caseiros”, inventaram o “Porto ponto”, que se explica muito bem. Se ao menos fossemos da Figueira da Foz, poderíamos sempre utilizar a ideia do meu amigo João Damasceno que insiste que se devia chamar-lhe “FiGAYra da Foz”, para atingir nichos de mercado, se não interessantes, pelo menos numerosos. Mas o melhor que temos por cá é a graça de “quem vai para Abrantes deixa Tomar atrás”, o que não é bem a mesma coisa. Por CÁ não está fácil…
Tal como com o presente blog… Primeiro que a malta se decida a escrever alguma coisa…
domingo, 23 de outubro de 2016
TOMAR É A MINHA REPÚBLICA
domingo, 16 de outubro de 2016
CAMPOS DE FÉRIAS / A MINHA CASA É A TUA CASA
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
PATRIMÓNIO DESPORTIVO
sábado, 24 de setembro de 2016
MATA DOS SETE MONTES: A FLORESTA DAS LENDAS
domingo, 11 de setembro de 2016
PATRIMÓNIOS...DE CÁ
Património é muito, mas também pode ser nada.
Património é legado e é herança. E é obra permanente de vida. Património é material, é imaterial, e é humano.
Temos de tudo em Tomar. Pouco estamos a aproveitar, muito a desperdiçar.
Porquê, vá-se lá saber.
Será por falta visão e falta de liderança? Há quem diga que sim. Eu também.
Visão para propor o Rumo e para preparar o Futuro, liderança para conduzir nessa direção. E para agir quando é necessário corrigir rotas ou mudar destinos.
Em qualquer circunstancia, em qualquer caso, o património humano é e será sempre o mais importante. Podemos deter as maiores riquezas e as maiores promessas. Mas se não houver quem imprima rumos, quem trace as bissetrizes, quem afirme por onde, quando e como, e quem as valorize e afirme, pouco ou nada será feito.
E pode vir isto a propósito da situação de uma componente decisiva do nosso património coletivo, que é o Instituto Politécnico.
Noticia de ontem, dá conta de mais uma época de resultados (muito) preocupantes no que toca a preenchimento de vagas disponíveis. Na primeira fase, menos de 1/3 de preenchimento (31%), que contrasta com a percentagem equivalente a nível nacional (85%). Mesmo que se sigam repescagens de “linhas atrasadas”, a situação pode receber algum conforto, mas está muito longe de ser brilhante...
Sugere-nos 2 comentários.
O primeiro tem a ver com a delapidação do Património material e imaterial que é o IPT para Tomar. Património porque é, ou pode ser, alfobre de formação de gerações e de fixação de vocações, como já foi o prestigiado CNA; porque poderia ser Centro de investigação e de produção de conhecimentos que valorizasse outros patrimónios que nos pertencem. Património, pelo que representa de polo dinamizador para a economia da Cidade. Delapidação, porque está consecutivamente a perder posições, a perder cursos e oportunidades, porque parece estar a perder conhecimento e vitalidade.
O segundo tem a ver com o desgaste do Património humano que está a acontecer. Ano após ano, desde há alguns anos, baixa ou estagna o numero de candidatos e continua a existir oferta de cursos que ficam vazios. Abandonam Professores e sai conhecimento. Parece, parece repito, que algo devia ser feito para alterar este estado de coisas, que ilustra também o caso de um rumo que carece de ajustamento. A continuar assim, onde vai parar o Instituto?
sexta-feira, 29 de julho de 2016
A PENA DE MORTE
sexta-feira, 1 de julho de 2016
MAS QUE RAIO DE TEMA ESCOLHERAM PARA ESTE MÊS - "FRENESIM"
Assim, de repente, este termo de origem grega suscita-me a imagem de um crocodilo, dentro de água, às voltas com uma presa dilacerada na boca ou então milhares de formigas sobre um cadáver... É algo assim, irracional, primitivo, visceral, cru, enfim... animal.
Não deve, por isso, ser estranho que utilizemos este substantivo para aludir a estados anómalos, tanto dos indivíduos como da sociedade. De facto, uma das suas conotações mais comuns é a impaciência. Essa condição afecta-nos, a todos, de um modo atroz. A gestão das expectativas de cada individuo depende de milhares de factores, tanto endógenos como exógenos. Um deles, e talvez o mais importante, é o do prazer ou da auto-satisfação.
O prazer, a satisfação e mesmo a felicidade (consagrada, como direito alienável, na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América) são hoje considerados objectivos legítimos e transversais na sociedade. O sucesso, o poder e o bem estar são chavões publicitários e modelos de vida aos quais, aparentemente, não existe alternativa. Talvez por isso o dever, o serviço e a solidariedade andem pelas "ruas da amargura". As pessoas não pensam, ... reagem. Não procuram, ... é-lhes facultado. Não opinam, ... escolhem de uma lista pré-preparada. Gritam, ... não comunicam. Competem, ... não jogam.
Em 1977, na sua obra "O macroscópio: para uma visão global", o biólogo molecular Joel de Rosnay, escrevia o seguinte:
"Numa região do hipotálamo existem feixes de fibras nervosas que parecem desempenhar um papel essencial no sistema de recompensa do organismo. Se se estimular por meio de descargas eléctricas numa cobaia um destes feixes, o animal desata a comer com voracidade. Em presença de animais do sexo oposto copulará com frenesim. Se lhe deixarmos a possibilidade de ele próprio estimular este centro de prazer, ele próprio entregar-se-á, até à exaustão, a esta actividade narcisista levando a frequência dos estímulos até 8.000 por dia!"
Este cientista e futurista especulava sobre o facto de um ser vivo poder, directamente, estimular aquela região do cérebro (o hipotálamo), considerada a "parte primitiva do nosso sistema nervoso".
Creio que a sociedade humana desenvolveu essa faculdade. A humanidade, cujo desígnio segundo muitos, seriam as estrelas, encontra-se ocupada a tentar estimular o seu "cérebro primitivo", num frenesim de irracionalidade ao qual, nem o vislumbre da morte, parece pôr termo.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
FRENESIM?
quinta-feira, 2 de junho de 2016
O DIA NACIONAL DAS ROTUNDAS
Tanto quanto sabemos, infelizmente não se comemora o dia das rotundas. Em nossa básica opinião, há falta de melhores argumentos, as rotundas foram a mais eficaz descoberta no que à fluidez do trânsito diz respeito. Damos o exemplo da ponte do Flecheiro, para onde, se a nossa memória não se encontra engarrafada, estava inicialmente prevista uma rotunda. Por causa de não sei quê, não sei quantos, falta de espaço, foi colocado aquele semáforo que deve ser qualificado como dos mais chatos do mundo, mormente para quem esteja aflito por aceleração do trânsito intestinal e ali fica tempos infindos à espera do verde, verdinho, meu verdinho. No caso dos casais novos, o tempo de espera deve permitir fazer um filho, ou dois. Valia a pena lá instalar uma rotunda mesmo que a placa central fosse um simples barril, slogan “Se Tomar vem visitar, o nosso vinho deve saborear”
Mesmo sendo qualificadas de mal menor, as lombas deviam ser hostilizadas enquanto inimigas públicas dos condutores. Em especial as super-lombas, tipo frente ao Politécnico. Com a entrada dos pontos na carta, as lombas gigantes deviam ser substituídas por lombinhos.
Carlos Carvalheiro, colaborador deste blogue, terá razão, não faz sentido o trânsito na zona histórica, quase certo salvaguardando o acesso dos moradores, a quem não dará jeito carregar com as compras por não lhes ser permitido parar junto às suas residências.
António Alexandre, colaborador deste blogue, terá razão, o parque de estacionamento construído nas traseiras dos Paços do Concelho, deduz-se que essencialmente ao serviço dos casamentos e baptizados na Igreja de S. João Baptista, teria sido preferível construí-lo na Várzea Grande. Já agora, uma ideia certamente parva, não seria possível construir parques de estacionamento elevados, de primeiro andar, em vez de subterrâneos? Vantagem dos carros não inundarem, não lhes faltar o ar e provavelmente a obra ficar mais barata. Seriam inestéticos os parques elevados? São estéticos, por exemplo, os edifícios de seis andares?
Outro palpite aparvalhado. Uma autarquia decidida e com dinheiro não poderia adquirir a grande moradia à venda junto aos Correios e daí, demolindo o imóvel, fazer um parque de estacionamento para autocarros?
De resto, quando vamos a uma cidade que não conhecemos em pormenor onde vamos estacionar? Decerto na maioria das cidades, como em Tomar, estacionar é um pincel, uma confusão, um apanhar bonés.
Somos um país onde não há planificação capaz de arrumar tantos carros.
Somos um país onde não há educação automobilística. Se houvesse, não seriam necessárias as lombas.
Somos um país desorganizado em tudo, por que seria o trânsito diferente do resto?
terça-feira, 31 de maio de 2016
TOMAR O TRÂNSITO E O DEIXAR ANDAR
domingo, 29 de maio de 2016
QUESTIONÁRIO: QUE TIPO DE CONDUTOR(A) TOMARENSE É VOCÊ?
Q- Habita e trabalha em Tomar. Pela manhã desloca-se de casa para o trabalho:
1 - A pé. Acorda mais cedo, faz exercício, leva os miúdos à escola e faz as compras com calma ou numa ocasião posterior.
2 - De carro. Indo a pé não teria tempo de beber um café e falar com os amigos. Além disso tem os filhos para deixar na escola, compras para fazer à hora de almoço ou logo após o trabalho.
Q- Quando circula de automóvel na cidade e precisa de ir, por exemplo, ao banco, ao café ou à padaria estaciona:
1- Num local de estacionamento apropriado onde não atrapalha o trânsito automóvel nem a segurança dos peões.
2- Na rua, em segunda fila, com o veículo fechado à chave, sem sequer ligar os quatro piscas. Não tem problemas em estacionar junto às passadeiras, pois enquanto sai do seu carro e abre a porta, como se fosse uma estrela de Hollywood, os outros condutores abrandam sempre.
Q- Quando usa uma zona de parquímetros, estaciona num lugar vago e seguidamente:
1- Desloca-se ao parquímetro e paga o suficiente para o tempo que calcula necessário. Volta ao carro, deixa o talão comprovativo e vai à sua vida.
2- Não mete moeda no parquímetro. É só um bocadinho. Ninguém vai notar. No tablier do carro está um talão da semana passada que passa bem por válido.
3- Evita os lugares disponíveis, fica na berma ou atrás dos veículos estacionados no parque taxado e liga os quatro piscas. O seu estacionamento é uma emergência que, naturalmente se sobrepõe à vida de todos os otários que usam parquímetros.
Q- É cliente de um estabelecimento da Av. Cândido Madureira. Quando ali vai às compras, estaciona:
1- Num local de estacionamento apropriado onde não atrapalha o trânsito nem a circulação dos peões, normalmente na Várzea Grande ou numa artéria adjacente.
2- Num dos locais de estacionamento reservados à PSP, a deficientes ou a cargas e descargas. São lugares mágicos e toda a gente sabe que Tomar é uma cidade mística.
3- Em segunda fila, apesar de, na faixa de trânsito contrária, já se encontrar outro veículo estacionado em segunda fila. Você sabe que nesta rua a polícia não atua assiduamente e ainda se lembra de que antigamente esta rua era tão larga que até tinha um passeio ao meio.
Q- Na Alameda Um de Março, perde a oportunidade de estacionar num lugar vago, ocupado nesse mesmo momento pelo veículo de alguém que entra de seguida numa loja. O que faz:
1- Procura outro lugar de estacionamento vago, nem que esteja bastante longe.
2- Buzina violentamente, pois considera que aquele lugar era seu.
3- Estaciona na faixa de rodagem, “trancando” o veículo que estacionou há poucos segundos, pois tem a certeza absoluta que aquele condutor irá demorar mais tempo que você.
Q- Quando vai, de carro, levar ou buscar os seus filhos à escola, estaciona:
1- Num local disponível, mesmo afastado do edifício da escola. É bom andar a pé e o caminho de regresso ao carro constitui sempre uma oportunidade de encontrar e falar com outros pais ou colegas dos seus filhos.
2- A menos de 20 metros da porta da escola, em cima de um passeio, num lugar reservado a deficientes, em segunda ou terceira fila, etc. A segurança dos seus filhos é fundamental e nada irá opor-se à tranquilidade de receber as suas crianças sob um coro de buzinadelas.
RESULTADOS (soma dos números das suas respostas)
6 a 8 - Parabéns!
A sua atuação é considerada civilizada e socialmente relevante. A sua saúde agradece e os seus filhos gostam de caminhar consigo por Tomar.
9 a 11 - Tenha paciência!
Você é uma vítima da anedótica gestão rodoviária de Tomar. Que começa em coisas tão simples como os horários de operação das máquinas dos serviços urbanos nas ruas da cidade, passando pelo incompreensível tardar do programa de parquímetros, pelo anedótico estado geral dos pisos rodoviários até à constatável desistência, por parte da polícia, em punir imediata e assiduamente os condutores sem consciência cívica.
12 a 15 - Lamento!
Você vive na ilusão de que Tomar é uma aldeia do faroeste. O que você deseja é, exatamente, atar os arreios da besta do seu carro à porta de um saloon, para nele entrar aos tiros.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
CENTRO HISTÓRICO DE TOMAR SEM TRÂNSITO? SIM OU NÃO?
Para ir direito ao assunto, o que eu acho é que não devia ser permitido o trânsito de carros no Centro Histórico de Tomar, a exemplo do que acontece na Corredoura.
Tenho consciência que este assunto não é consensual, ainda hoje muita gente acha que foi uma má opção fechar a Corredoura ao trânsito, mas compare-se a rua Infantaria 15 com a rua Silva Magalhães, vai uma para a esquerda e vai outra para a direita no topo da Corredoura (porque raio lhe chamaram Serpa Pinto é que eu gostava de saber…).
Ambas tinham trânsito, até que a rua Silva Magalhães levou empedrado novo, ao tempo da Câmara Paiva, que foi também, por sinal, quem fechou a Corredoura ao trânsito. As esplanadas florescendo, as casas comerciais abrindo e a rua ganhou gente que passa devagar, como que a passear. A rua Infantaria 15 continua com o trânsito a passar, os minusculos passeios obrigam os carros a fazerem gincanas quando se cruzam com os peões e a fazer manobras dificeis quando entram pelas ruas perpendiculares, há várias casas comerciais, e das grandes, fechadas e as pessoas passam com pressa de sair da rua.
Bom mas opiniões são opiniões e cada qual tem direito à sua e aquilo que me levou a falar sobre o assunto foi a lembrança de uma iniciativa com uma certa piada que foi promovida quando eu fui presidente da Nabantina: o “Tribunal da Nabantina”. O conceito era simples: identificava-se um assunto polémico, arranjavam-se “advogados” que defendessem cada um dos pontos de vista, convidavam-se pessoas para fazerem de “júri” e dava-se o papel de “juiz” a uma figura de “peso”.
Na primeira (e única) vez que o “Tribunal” nabantino se reuniu, pelo início dos anos 90, o “juiz” foi Manuel Machado, advogado muito conhecido em Tomar a que se juntava o seu gosto pelo teatro (que não foi dispiciendo numa iniciativa do género) e o assunto em discussão era “Fechar a Corredoura ao trânsito: Sim ou Não?”
O resultado foi um empate. Coisa que veio a ser levada a peito pela Câmara da altura: empatou o fecho da Corredoura até ao fim do mandato.
Mas uma dúvida persistiu no meu espírito: se o Sim ganhasse, teria a iniciativa civil conseguido apressar o fecho da Corredoura?
E se se organizasse outro “Tribunal Nabantino” para deliberar sobre “Fechar o Centro Histórico de Tomar ao trânsito: Sim ou Não?”
sexta-feira, 20 de maio de 2016
EM TRÂNSITO
Se estivesse dentro de um carro, em hora de ponta, parado no trânsito, e ouvindo as notícias do trânsito em Tomar, seria mais ou menos assim:
“-Trânsito com fila lenta desde a entrada sul da A13 até à saída da Zona Industrial de Tomar. O motivo para esta demora, prende-se com o engarrafamento de camiões pesados, e as obras das empresas que aderiram ao “Tomar 2020” instalado pelo executivo socialista.
Já na estrada nacional 110, na entrada sul de Tomar, o trânsito está congestionado visto que o lixo junto às margens do Nabão, com o vento foi todo para a estrada, e os gansos, as cegonhas e os patos das redondezas aproveitaram para remexer no lixo procurando algum alimento. Recomendamos cautela à passagem no local.
Já dentro da cidade, ter cuidado com o veiculo cisterna cheio de herbicida que avariou logo no primeiro canteiro de ervas que apanhou. O motivo prende-se com o matagal intenso e difícil de controlar. Informações recolhidas no local, já denunciaram a presença do ex-chefe de gabinete da Presidente de Câmara com um colete bem visível a controlar a ocorrência, fazendo a gestão de controlo do pessoal em simultâneo com o apito na boca a controlar trânsito. . Pede-se cautela a quem não simpatiza com o partido do prestimoso autarca , sob pena de ser identificado, e ordenar que encoste à berma para passarem os camaradas.
Na zona do Convento de Cristo, o trânsito está lento, com fila grauda e a demorar uma eternidade para chegar até à cidade. O congestionamento resulta da falta de solução para os visitantes do Convento de Cristo visitarem também a cidade. Fontes próximas do processo afirmaram-nos que a senhora Presidente de Câmara, está a promover uma saída em rappel desde a Cerrada dos Cães até ao sino da igreja de São João. De forma a que quem descesse desse um safanão em cada sino. Esta solução custa um euro a cada turista, com desconto para quem quiser ser camarada.
Para amanha está prevista uma manifestação pelas ruas da cidade, para dar graças aos investimentos e à estratégia que o executivo camarário tem promovido junto dos investidores e da população em geral. O início está previsto junto à estátua Gualdim Pais, terá algumas paragens técnicas, em especial para a zona do flecheiro, e zona industrial.
Para mais informações, ou informações oportunas , visite o site do município, ou mais direto, acompanhe pelas redes sociais o ex-chefe de gabinete da Senhora Presidente de Câmara no Facebook. Caso tenha sido bloqueado, foi apenas uma falha do sistema, e apresentamos as nossas desculpas”
E seria mais ou menos assim. É preciso ter cuidado ao circular na estrada por este concelho.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
O TRANSITO - REDACÇÃO DE OUTRO TEMPO (Despachos n. 17 a 22/2016 da senhora Câmara de Tomar)
sábado, 7 de maio de 2016
BONS SERVIÇOS À COISA PARTIDÁRIA
Era um vez um jovem líder tomarense a quem os deuses dos lugares nas listas às eleições legislativas concederam malas-artes de tomar posse como deputado da majestática assembleia nacional. Segundo a fada constituição, os proprietários nacionais dos partidos são obrigados veja-se lá bem a gramarem listas distritais, embora colocando como cabeça de cartaz um crânio nacional não vá o pessoal da província armar-se em carapau de corrida, cometendo o pecado capital de pensarem pela própria cabeça concelhia. Pecado capital porque cometido na capital, em Lisboa.
Naturalmente a selecção destes dóceis servos distritais cinge-se à regra básica de serem fiéis à entidade patronal partidária ate à medula. Nem que a consciência tussa é assim e não bufa. Ora ocorreu que, reproduzido no “Tomar na rede”, segundo o “Expresso”, de 23 de Abril, na secção “Gente”, o deputado tomarense Hugo Costa (PS), suplente na comissão de inquérito ao Banif, como “o ponta de lança do partido na última audição a Ana Salcedas, a responsável da Ernst & Young pelas auditorias ao Banif entre 2008 e 2013”. Escreve o jornal que Hugo Costa “ia debitando perguntas que curiosamente Salcedas dizia não compreender”. “Talvez novato naquelas andanças de comissão de inquérito, não conseguia desenvolver o raciocínio e passava à pergunta seguinte”. Outra hipótese para o jornal é que Hugo Costa “não tinha estudado a lição e estava simplesmente a repetir o que alguém lhe escrevera no papel?”.
Ora, lamentavelmente, tanto quanto nos apercebemos, nem as forças vivas tomarenses nem as menos vivas saltaram em defesa do dedicado deputado, enaltecendo as suas inquestionáveis capacidades de obediência, de absoluta fidelidade ao cumprimento do que a direcção da bancada lhe ordenou. Presume-se quanto a nomeação do jovem deputado tomarense para estas audições às auditorias ao Banif se relacionou com o presunção deste líder ter exposto no seu currículo grande conhecimento sobre os bancos do Mouchão.
Acontece semelhante quando a direcção do partido exige aos dignos deputados distritais votos a favor em matérias tão específicas com as leis sobre o efeito das picaretas em brasa na evolução do regionalismo, a influência dos molhos de palha na dívida pública aos molhos, ou a penalização como crime público a todo o piropo proveniente de funcionários das empresas públicas.
Como recompensa desta firme fidelidade partidária, destacada a nível nacional, somos da opinião que o novato deputado tomarense justifica um galardão no próximo aniversário da cidade. Quiçá a medalha de mérito dos bons serviços à coisa partidária.